dezembro 31, 2004
2005 - Paz na Terra
Neste novo ano que se aproxima só quero que todos sejam muito felizes!
"Imagina que não há paraíso
É fácil se tentares.
Não existe inferno por baixo de nós
Por cima apenas o céu
Imagina todos nós
Dizendo só o presente
Imagina que não há poder
Será que consegues?
Ninguém para matar ou por
quem morrer
Nenhuma necessidade de
avareza ou fome
Imagina todos nós vivendo em fraternidade
Em paz
Partilhando o Mundo
Podes chamar-me sonhador
Mas certamente não sou o único
Espero que um dia
te juntes a nós.
E o Mundo será nosso!"
perdoe-me john Lennon a má tradução,mas não tenho aqui a letra original!
Publicado por impressaodigital às 12:17 PM | Comentários (5) | TrackBack
velhice
Ontem a temática num programa de rádio era : "A Velhice", de como deveríamos tratar os mais velhos,o que geralmente se lhes faz nesta altura do ano (assunto abordado no blog desabafos de um médico - JC espero que não te importes -http://desabafosdeummedico.blogspot.com/2004/12/l-ter-que-ser.html-)
Nesse programa todos diziam que os velhotes são pessoas que nos ensinam bastante,que temos que os tratar muito bem, porque eles também já trataram de nós e no final de contas é a segunda infância na vida de uma pessoa! Bom, si temos/devemos trata-los bem,sim tomaram conta de nós, mas ser velho é a segunda infância?! com esta última parte eu não concordo, e fez-me lembrar o que Charles Dickens disse in "Loja de Antiguidades" :
"Chamamos a isto o retorno à infância,mas esta não é uma comparação para ser tomada a sério.
Onde está, nos olhos baços dos homens senis a luz risonha e a vivacidade da infância, a alegria que ainda não conheceu desiluções, a sinceridade que ainda não conheceu a mentira, a esperança que ainda não conheceu desgostos, a alegria que floresce para logo murchar?
Onde está, nos traços angulosos da morte disforme e rigída, a beleza tranquila do sono, que é o repouso das horas passadas mas também reflecte o sonho dos que hão-de vir?
Coloquem a morte e o sono lado a lado e digam se há alguém que lhes encontre semelhanças.
Comparem a criança e o homem senil e corem do tolo pretenciosismo que é dar-se o nome da nossa época mais feliz a um estado que reflecte uma imagem afinal feia e disfigurada!"
Publicado por impressaodigital às 12:10 PM | Comentários (3) | TrackBack
dezembro 30, 2004
Hetero,Homo e Transexual
No intervalo do filme "Expresso do Oriente",com a famosa personagem do Monsieur Poirot, decidi fazer "zapping" - uma das minhas actividades preferidas quando não quero ver publicidade ou o que dá na tv não interessa (o que é a maior parte das vezes),mas voltando ao assunto - e passei pelo canal Odisseia e parei para ver o que estava a dar,já não me lembro o que me chamou à atenção,mas talvez fosse aquele rosto feminino, com um corpo totalmente "disposto" a trejeitos masculinos...é acho que foi mesmo isso!
Bom, deixei Monsieur Poirot e assisti ao fim desse programa qeu tratva nada mais nada menos do que da transexualidade.
Não me considero uma pessoa preconceituosa,aliás acho que cada vez menos tendo a se-lo, mas houve uma coisa neste programa que me deixou intrigada e que sinceramente até me "ri",não em tom de gozo,mas se calhar em tom de hetero de preconceitos "camuflados".
Era apresentado um individuo, nascido mulher,que agora pelo modo de vestir e falar em tudo se assemelhava a um homem. O "meu problema" coloca-se no seguinte : uma mulher não se sente bem num corpo feminino e decide ser homem - até aqui tudo bem - agora,porque diabo,depois de ser homem sente-se atraido por homens! nasceu homossexual,num corpo de mulher,sentindo-se atraido por homens?
Lamento,mas não consigo perceber! E eu não tenho problemas em aceitar relações entre pessoas com o mesmo sexo,mas esta situação é-me dificil entender.
Publicado por impressaodigital às 12:53 AM | Comentários (4)
dezembro 29, 2004
A mão que minutos antes tinha emprestado a um desejo.
Todos temos direito à vida, todos temos direito a viver como queremos, não deveriamos ter também direito a escolher como morrer?
Ela era nova, diziam-lhe que tinha todo o tempo do mundo para fazer o que queria, que tinha a vida pela frente...ela ouvia isto deitada na cama do hospital, aquela cama semelhante a tantas outras onde estivera ontem e anteontem e antes,muito antes até à sua primeira memória.
Ela era nova,talvez demasiado nova para passar pelo que passou, mas também quando é que se é suficientemente velho para enfrentar o fim de uma vida que não se viveu?
Todos acreditavam, ou queriam acreditar, que ela iria sair dali bem,muito melhor do que qualquer um dos que a visitavam, os cientistas, os médicos existem para quê? para curar claro está...
Mas as vezes não é assim, e o que ela tinha ninguém sabia curar, o que ela sofria poucos conseguiam imaginar, o que ela queria ninguém quis aceitar.
Enquanto ela pedia que não a reanimassem quando tivesse um novo ataque,enquanto ela pedia para não a ligarem a um ventilador, enquanto ela na fase terminavel em que estava,no perfeito juizo em que se encontrava, tentava numa aparente calma (porque forças já não havia para discussões) explicar àqueles que a rodeavam o que era parar de insistir em evitar o inivitável, enquanto dizia que não era desistir,mas sim decidir sobre si,sobre a sua vida,sobre a sua morte, cada um daqueles "que a amavam acima de tudo" saiam do quarto batendo com a porta,resmungando monossilabos misturados com soluços sufocados e a cada batida da porta de juntava uma batida do seu (dela) coração...
Quando a última pessoa, que estava o quarto, bateu a porta ao sair, também o coração parou de bater, num soluço bem mais sufocado do que qualquer um dos outros, no entanto, talvez bem mais descansado ou até liberto!
Cá fora os outros discutiam a "tolice que lhe (a ela) deu para dizer", entre os choros da mãe, do pai, da avó. Se calhar todos eles tentavam afogar a sua dor,sem pararem para pensar nela.
Quando a última pessoa saiu do quarto,todos se viraram e viram a porta a bater, todos viram a figura que de lá saia,todos a viram encostar-se na parede e escorrergar por ela abaixo como se à espera que alguém lhe desse a mão, talvez a mão que minutos antes tinha emprestado a um desejo... todos notaram a tristeza daquele olhar,uma tristeza de perda,do que se teve e já não se tem,daquilo que não volta, só depois mais tarde se aperceberam que ouvir já era tarde...
Publicado por impressaodigital às 01:03 AM | Comentários (8) | TrackBack
dezembro 28, 2004
Algures no arco-íris
Uma vez, chamaram-me sonhadora.
Perguntei "por que razão"?
Responderam-me "porque ves o arco - íris!".
-"mas todos vemos o arco-íris, quando faz sol depois de chover"
-"Sim, mas tu olhas para ele,sem nunca tirar os pés do chão"
-"Então sou uma sonhadora com os pés bem assentes na terra?"
-"sim"
-"e o que quer isso dizer..?"
-Ana...
"Somewhere over the rainbow
Way up high,
There's a land that I heard of
Once in a lullaby.
Somewhere over the rainbow
Skies are blue,
And the dreams that you dare to dream
Really do come true.
Someday I'll wish upon a star
And wake up where the clouds are far
Behind me.
Where troubles melt like lemon drops
Away above the chimney tops
That's where you'll find me.
Somewhere over the rainbow
Bluebirds fly.
Birds fly over the rainbow.
Why then, oh why can't I?
If happy little bluebirds fly
Beyond the rainbow
Why, oh why can't I?"
Publicado por impressaodigital às 06:02 PM | Comentários (6)
o que significa...?
Afinal,
"o que significa ser Homem?"
Publicado por impressaodigital às 12:50 AM | Comentários (5)
quando a esperança é vencida, a vida fica perdida!
"A criança que eu fui chora na estrada. Deixei-a, ali, quando vim ser quem sou, mas hoje vendo que o que sou é nada, quero ir buscar quem fui onde ficou." (desconheço o autor da afirmação)
Quantas vezes deixamos de ser nós próprios paar seguirmos uma orientação que nos é dada, quase imposta, e que seguimos como um padrão, quase uma obrigação, para não nos sentirmos deslocados, para não nos sentirmos postos de lado?
Depois, sentimos falta de nós mesmos, sentimos falta da nossa origem, da originalidade de cada um de nós, da nossa individualidade, da diferença, da satisfação de não sermos como ou outro,mas antes igual ao outro,ou seja, estarmos equivalentes,mas diferentes nas caractericas que são únicas a cada individuo...está confuso até aqui?!
Procuro cada vez mais não me preocupar com aquilo que os outros esperam que eu seja, tento não me preocupar em agir e ser como o meu "vizinho", procuro ser eu,não espero marcar a diferença e atrair um foco de luz para mim, procuro antes que me conheçam por eu ser assim ou daquela maneira,procuro que me caracterizem de forma particular.
por isso cada vez mais deixo voltar a fazer parte do meu caminho a tal "criança que chora na estrada", a ingenuidade das perguntas e das respostas (e por que não?!), a capacidade de acreditar nos sonhos, a inocência das relaçoes com os outros,a alegria contagiente,as gargalhadas sinceras...a sinceridade e a frontalidade! Em suma, aquilo que um dia fui e que quase esqueci,porque me pareceu que por os outros esquecerem eu tembém o deveria fazer...
Será que faz sentido?
Publicado por impressaodigital às 12:03 AM | Comentários (5)
dezembro 26, 2004
Agora espero o Ano Novo...
Bom, o Natal já passou, ou antes, a data do Natal já passou.
Comi as tradicionais batatas cozidas com bacalhau (quase em vias de extinção), para sobremesa enchi-me de rabanadas, filhós, sonhos, aletria,nozes, pinhões e uvas passas, ainda consegui comer uma fatia de bolo de chocolate, outra de bolo-rei e nada como um copo de "Gazela" para empurrar...(agora que penso nisto fico com medo de ir à balança!).
Fora os comes e bebes, gostei muito de estar com a familia e amigos que passaram a noite de natal comigo; gostei de jogar matraquilhos no café perto de casa da minha mãe aos anos que não jogava isso e teve que vir um amigo para em impulsionar...resta dizer que me enchi de perder!
A troca de prendas correu bem, "gostei" especialmente das fotos da praxe eu a abrir a prenda, eu a tirar a prenda do embrulho, eu a abrir a boca de espanto(agora falta saber se por gostar ou se por estar a pensar "mas o que é isto?!" - eheheheh!), eu a dar prenda à mãe, à avó, ao padrinho, à amiga da mãe, ao marido da amiga da mãe, ao filho da amiga da mãe...essas fotos todas, que dão para encher um albúm, coisa aliás que ninguém se lembrou de oferecer!
Depois de umas cantorias à volta da mesa (porque não hà lareira), de uns pestanejares de olhos com sono, toca a vestir os casacos, a pegar nos sacos com as prendinhas, beijinhos a ti, beijinhos a mim -"já te despediste da avó?"-beijinhos à avó...
Entro no carro, chego a casa, beijinho á mãe e "até amanhã"! :)
Agora espero pelo Ano Novo... a minha avó volta a fazer os doces de Natal ihihihihihih!!!! :)
Publicado por impressaodigital às 08:14 PM | Comentários (4)
dezembro 23, 2004
Feliz Natal
Quero desejar a todos um feliz natal!
Cuidado com os doces (fazem mal aos dentes), bebam com moderação ou então fiquem-se por casa e bebam à vontade, estejam com aqueles que mais gostam ou pelo menos telefonem (é sempre bom ouvir vozes que nos são familiares) e cá vos espero para mais e novas IMPRESSOESDIGITAIS!
Até sempre e não se esqueçam de serem feliz e de fazerem outros tão felizes quanto voces!
Beijos e um abraço forte a cada um de voces...
Publicado por impressaodigital às 07:32 PM | Comentários (5)
Solitude
"When the day is long and the night, the night is yours alone,
when you're sure you've had enough of this life, well hang on.
Don't let yourself go, everybody cries and everybody hurts sometimes."
R.E.M -"Everybody hurts"
Isto, foi o que lhe tentei dizer quando ele me falou no suícidio. Não foi o primeiro,não será porventura o último...é uma escolha que se faz, é um sentimento que se tem (ou a falta deles) - de e para os outros; de e para si próprio. Na verdade não sei, não sou psicologa ou psiquiatra ou terapeuta, sou apenas uma ouvinte de estados de alma...
O que posso fazer? Palavras de conforto? Acho que não ajudam a situação...
Isto, foi o que lhe tentei dizer quando me falou no suícidio. Ele chorava sem no entanto eu lhe ver uma lágrima que fosse,eu não consegui chorar, eu não queria chorar : ver alguém pedir para que a sua vida acabe é dificil, sufocante, uma sensação de completa impotência, uma sensação de insignificancia...imagino (ou não) como ele se sentiria...
Isto, foi o que lhe tentei dizer quando tentou o suícidio... sozinho em casa,momento e dia oportuno, os outros só chegavam ao outro dia...teve sorte,eles chegaram antes,foi socorrido,voltou a sorrir,afinal alguém se preocupava com ele...
Isto, foi o que lhe quis dizer quando se suicidou... foi a tua escolha,foi a tua decisão. Eramos amigos, entendi porque o fizeste, consigo aceitar, continuo a achar que tinhas outra porta para escolher,não te julgo,não te condeno...
As lágrimas que não choramos frente um ao outro,choro-as agora eu.
Sinto a tua falta...
Publicado por impressaodigital às 01:38 AM | Comentários (3)
dezembro 22, 2004
A noite, dizem, sempre foi boa conselheira...
A noite, dizem, sempre foi boa conselheira!
Pois bem, comigo parece resultar, após uma boa noite de sono tudo me parece esclarecido, embora muitas vezes só tenha adiado o problema, e consigo perspectivar soluções ou então simplesmente entendo o que me parece tão complicado.
O engraçado de tudo isto é que por mais que eu goste de dormir,escolho sempre faze-lo de manhazinha antes do despertador tocar ("maldito que nunca mais se cala!"), porque utilizo as horas de sol posto para viver qual "morcega" embrutecida pela luz clara do sol.
Não me considero notivaga,apenas aprecio a vida da noite, a magia da libertação : as pessoas tornam-se mais à vontade, tornam-se até mais calorosas (ainda que tenham cachecois a tapar metade da cara). Quando me refiro à noite, refiro-em ao tempo e ao espaço, o tempo já todos sabem é aquela "metade" do dia mais escura e o espaço é para mim, a rua, o céu, os pequenos sóis cintilantes a milhares e milhares de quilometros de mim, é o silêncio,os tacões a passarem nos passeios, as vozes entusiastas e animadas pela alegria ou pela bebida!
A noite, para mim não se resume a um copo "bem bebido" num bar, a uma gargalhada que contagia o grupo após um "shot" de geropiga...
A noite, dizem, sempre foi boa conselheira!
Comigo parece resultar, ouço,penso, medito melhor, estou comigo e contigo...fico assim à escuta do tempo que corre, da paz que se parece alcançar.
Publicado por impressaodigital às 12:18 AM | Comentários (4)
dezembro 21, 2004
"Inbicta mabilhosa"!
Hoje ou ontem...hummm...ontem segunda-feira à noite, fui ver em Sá da Bandeira um espectaculo de música de orquestra! :)
Foi fantástico, a orquestra era de coimbra, o coro era dos antigos alunos da universidade de coimbra, esteve lá o Maestro vitorino de Almeida, Carlos Mendes e o tenor...não me lembro do nome! (que vergonha)
O espectaculo foi apresentado pela Barbara Guimarães (não,não vi lá o Carrilho) qu estava toda vestida de vermelho escarlate - alusão à epoca natalicia!
O público não era muito, mas houve o suficiente para se sentar nas cadeiras disponiveis e para ficarem ainda algumas pessoas de pé.
Eu fiquei senrada na janela de um prédio que ficava num dos lados do palco...uma vista mais ou menos previligiada...visto que via os "artistas" de eprfil e havia espaço mais que suficiente para eu os ver de frente e mais perto - mas fica sempre bem dizer que tive a possibilidade de estar à janela num prédio de sa da bandeira! lol
Voltando ao espectaculo, adorei ouvir de perto o violoncelo (adoro aquele som grave!), adorei ver as luzes, a sonoridade das palmas, as ondas dos corpos a balançarem quando se ouvia uma música mais conhecida,os trauseuntes que passavam com passo rápido mas que logo abrandavam para assitirem a meio minuto daquele som, os varredores, que entre esta e aquela vassourada paravam para ver...mais uma vez tornei-me o público de toda uma cena, não banal, mas normal, mais uma vez gostei de estar numa posição estratégica para que não me vissem, mais uma vez gostei de estar embalada por sons e imagens não estranhas, mas entranhadas!
Naqueles momentos, naquelas 2 horas, inspirei sensações, transpirei emoções, tudo porque vi movimento, luz, cor, música...ACÇÃO!
Publicado por impressaodigital às 01:18 AM | Comentários (2)
dezembro 20, 2004
sindrome de isolamento
Vi ontem no canal Odisseia, da tvcabo, uma reportagem feita no Japão sobre um sindrome que só existe lá, ou seja, é um fenomeno que só no Japão tem uma abrangência tal que traz uma grande problemática à sociedade, tendo em conta que inside sobre os jovens japoneses.
A reportagem foi feita, salvo erro, por um jornalista norte-americano e consistia em tomar conhecimento real sobre esta situação.
Começaram por mostrar o caso de um jovem que hà dois anos e meio se fechou na cozinha da casa dos pais e de lá não voltou a sair; cumulo dos cumulos os pais voltaram a construir uma nova cozinha só para não tirarem o filho de lá. Acontece que o rapaz, agora com 18 anos, vive rodeado de lixo, porque não admite que lhe tirem nada em que ele tenha tocado, deixou de ir à escola, de ver os pais,os irmãos e amigos, vive para dormir e jogar gameboy.
Um outro caso, era ainda mais "estranho", um jovem de 26 anos enclausurou-se no quarto hà coisa de 4 anos, desde então nunca mais lhe puseram a vista em cima, e a mãe só sabe que ele está vivo porque ouve as tabuas do chão a mexer,pois ele nunca mais lhe dirigiu a palvra, a ela ou a quem quer que fosse.
Falaram ainda de mais casos, mas se eu os escrevesse, seria repetir o cerne de questão.
Estes dois casos (assim como a moioria dos casos que existem)foram despoletados por situações de crise e/ou de pressão escolar: no primeiro caso o rapaz era gozado na escola, começou a desconfiar de tudo e todos, achando por bem fechar-se "para sempre". No segundo caso, começou tudo com uma desilusão no resultado de exames de aptidão para a universidade.
O que mais me intriga, é que na sociedade japonesa, este problema é escondido ao máximo, ninguém quer admitir que o filho se "fechou", daí que não procurem ajuda médica e acabem por tolerar este tipo de situação por tempo indefinido.
O que levará etes jovens a tomarem tal decisão a tão grande escala? e por quê só no Japão? e por que razão acontece a mais rapazes do que a rapariga?
Consigo entender, a razão porque se fecham, consigo perceber que nas sociedades actuais, cada vez mais se nota a individualização dos individuos, a solidão...mas estes jovens japoneses abraçam a solidão por livre e espontanea vontade (claro que por consequencia de alguma coisa) por um tempo longo...levam verdadeiras vidas de ermitas!
Publicado por impressaodigital às 12:37 PM | Comentários (4)
dezembro 19, 2004
Se ele me visse...
Fui para um café com a minha leitura para a disciplina de sociologis, não em apetecia estar em casa e faltava-me o sabor do café Buondi!
Estava na mesa mais pequena, a do canto, encostada á vitrina do café, completamente abstraida pela "banda" que passava, pelo paladar do café e pelo fumo do cigarro...
Do outro lado da rua estva uma loja de roupa, completamnte cheia; as pessoas acotovelavam-se para entrar, estranhamente na porta de saída as pessoas passavam calmamente e a sorrir...não conseguia entender o porquê dessa situação, de repente vejo um miúdo com os seus 2 anos, de caracois louros levanatados pela deslocação de ar das pessoas que passavam
Este miúdo brincava com um carrinho no tapete da loja,fazia do desenho das letras lá inscritas, uma estrada...estive encantada com aquela imagem durante um bom tempo. Ria-me com as pessoas que tropeçavam no brinquedo, ria-me das voltas e voltinhas que os clientes faziam para não calcar as pequenas mãos que passeavam pelo chão.
Achei ternurenta a cena protagonizada por um casal de namorados, que passaram em frente da criança, pelo menos, umas três vezes, até que ele (o rapaz do casal de namorados) não se conteve e sebtou-se no tapete da loja ao pé do miúdo, não fez mais nada, só se sentou, ria-se e afagava os caracois do miúdo; ela , a namorada, só se ria; o miúdo, esse, utilizav aagora as pernas do rapaz como via-rápida na sua brincadeira.
O casal vai-se embora, aproximam-se os pais do miúdo, e vão tmabém os três embora, eu? eu fico, sentada na mesa mais pequena, a do canto, junto à vitrina a despedir-me da cena...
Agora já não tenho o paladar do café, mas sim do meu jps, já não quero ver a "banda" passar, as folhas de sociologia continuam pousadas...
Amanhã se calhar nem me lembro da história, o miúdo nem saberá ao que brincou naquele tapete, certo é...que eta história ficará gravada na minah memória, por que? não sei, não tem nada de tão especial,mas no café onde eu estava, o tmepo apreia não passar enquanto eu via o miúdo brincar...
Se ele me visse...talvez fosse diferente; talvez eu não achasse tudo tão espontaneo ou natural
Publicado por impressaodigital às 08:47 PM | Comentários (4)
dezembro 18, 2004
Então é Natal...ah!!!!!!!
O Natal está quase, quase a bater à porta!
Uma época de partilha, paz e amor, união, convivio com a familia, com os amigos, felicidade, almoçar peru, jantar bacalhau, troca de prendas - "oh! não esqueci-me da prenda para a tia Nandinha!"- consumismo desenfreado! "Toma lá mais um copo e uma fatia de bolo - rei...amanha acaba tudo!hi!hi!hi!"...
E eu estava mesmo a falar de quê?
ah! Natal, época do nascimento de Jesus Cristo (para os que acreditam) e de amor (para aqueles que não sendo religiosos adoptaram a época festiva.).
O que vou pedir ao PAI NATAL (outra figura criada pelos americanos, mas quem não gosta das barbas brancas e das bochechas rosadas?), este ano? hummmm...tava a pensar numa máquina fotográfica digital, para o meu curso de fotografia...oh, não! também eu estou rendida ao consumsimo da época! Eu devia pedir ao Pai Natal que as guerras e as fomes acabassem, e que as pessoas fossem todas felizes e vivessem em harmonia; mas e depois o que acontecia às "MISS'S"? Ficavam sem pedidos para fazer!
Deixando-me de parvoíces, este natal não vou perder muito tempo com as prendas de natal (sim, sim, sou uma portuguesa de gema e como tal faço as compras à última da hora.), estou a pensar "correr" a familia toda a livros e/ou a massajadores da Natura! Tudo muuiiito original!
Bom, depois deste texto,pouco cativante ou sequer interessante, quero que me digam quais os vossos pedidos de NATAL, pode ser que passe por aqui alguém que vos conheça...
Até sempre...
Publicado por impressaodigital às 11:50 AM | Comentários (6)
dezembro 16, 2004
Imagem(s)
Para um tabalho de técnicas de Expressão tenho que escrever em duas folhas A4 um texto sobre uma imagem!
Essa imagem, pode ser uma fotografia, uma pintura, um desenho, como também pode ser uma imagem que me apareça à frente, desde uma pessoa a fumar um cigarro, o pôr-do-sol...
Foi especialmente este último "tipo" de imagem que em sensibilizou.Olhar para algo e ve-lo de facto é uma coisa que me passa despercebido tantas vezes quantas olho para esse objecto.
Dispus-me a fazer o trabalho com base numa fotografia, apenas porque adoro fotografia, mas conclui que a imagem captada pelos meus olhos, a imagem que não é instantanêa, que tem que sofrer um certo numero de observações, pensamentos e asociações de outras imagens e de situações, a imagem ocular que é continua, que leva tempo, será mais desafiante do que a imagem fotografica, que é certa, instantanea, que só leva a pensar depois de "revelada", não sei...
O meu problema agora é encontrar essa imagem, que tenha um sentido ou melhor que eu lhe consiga dar sentido...
Afinal de contas, qual o sentido da imagem, o que é que a imagem em todas as suas formas provoca em nós?
Publicado por impressaodigital às 12:49 PM | Comentários (3)
dezembro 10, 2004
Estratificação
Numa aula de semiótica falou-se, a propósito...(já não sei de que), da estratificação social.
Disse o professor Moisés Martins - "Hoje a escola (ensinmo superior público ou privado) permite pouca mibilidade social. O diploma conta tanto mais quanto mais vale a origem social".
O professor referia-se ás diferenças sociais, ás diferentes oportunidades que cada um tem de tirar um curso superior; para tal deu como exemplo um filho de um empresário de sucesso, que decide tirar o curso de gestão; a cozinheira desse mesmo empresário decide tirar o mesmo curso, mas em horário nocturno, fora do expediente.
Teriam ambos garantia de sucesso? Mesmo que a cozinheira tivesse uma nota superior á do filho do empresário?
A resposta dada foi NÃO!
Na altura entendi o que o professor disse e não houve lugar a discussão.
Agora que reflicto sobre o assunto, penso... de facto as situações não são iguais, até porque o filho do empresário teria à partida mais vantagens, mesmo que não tirasse o curso, o seu futuro estaria (supostamente) assegurado pela "fortuna" do pai, pelas empresas administradas por outros...
Nesta situação dir-se-ia que a origem social prevalece ao diploma.
Mas um filho de um professor teria hipoteses de conseguir emprego superiores às hipoteses dessa mesma cozinheira?
A estratificação social sempre existiu, existe e existirá...Haverá sempre uns com mais poderes do que outros, haverá sempre hierarquia entre os sujeitos.
Se é injusto? Claro que o é em muitos casos, mas o que se poderá fazer para evita-lo?
Sempre defendi a igualdade de oportunidades, mas sei que em tudo há diferenças, "têm" que existir . Como poderiamos viver em comunidade se todos mandassemos em iguais circunstâncias, se cada um tivesse o mesmo poder do outro nas questões a decidir?
Veja-se o caso da democracia, os cidadãos comandam realmente a nação?
Publicado por impressaodigital às 09:09 PM | Comentários (3)
dezembro 09, 2004
Pensar o amanha...
O feriado passou. Com ele passou também a ressaca de uma jantarada "bem regada"!
Jantares com amigos acabam sempre assim...tudo feliz e contente, olhares vidrados, diferentes, copos na mão, conversas idiotas, segredos revelados...ups! amanha ninguém se lembra, e se se lembra faz de conta, são estados de alma revelados na emoção do momento, no alcool que nos torna descontraídos (mas digo ainda bem que não acontece sempre).
Vestem-se os casacos, fecha-se a porta, vamos todos tomar café... arrastam-se mesas, puxam-se bancos, encontram-se conhecidos e tudo conversa "minha gente"!
Pagam-se os cafés, tudo vai para casa...toma-se um chá antes de ir para a cama (não consigo engolir mais nada).
Já é dia, acabou a noite, já não há jantar, sente-se a ressaca (maldita, que nunca mais repito!) e amanha?
Eles, os amigos, vão embora, eu fico... e os jantares, os cafés onde ficam? comigo ou vão com eles?
Vou sentir a falta destes momentos, vou sentir a vossa falta, vou sentir a "nossa" falta...
Podemos encontrar-nos depois de amanha????
Publicado por impressaodigital às 05:18 PM | Comentários (2)
dezembro 06, 2004
porque tenho que actualizar o blog todos os dias...
estou na universidade do minho, nos computadores da sala de informática! uma confusão de gente, não conseguia arranjar pc nem por nada...depois de 15 minutos de espera,lá consegui. poruqe? para vir escrever aqui...não quero que isto se torne um blog quinzenal, mesmo sendo certo que até agora poucas visitas tive! :)
Há uma semana atrás li uma crónica do Lobo Antunes, em que ele descrevia uma cena a que assistira num restaurante que costuma frequentar.
Falava ele num homem, que após ter recebido uma chamada, chorou compulsivamente...a descrição do lugar, da postura do homem, das pessoas que o rodeavam emocionou-me. Mas também me pós a pensar.
Como disse Lobo Antunes na sua crónica "u tinha vontade de ir ter com ele, dar-lhe um abraço, mas não consegui" agora pergunto: porque?
Estando alguém triste por que não dar-lhe a mão? dar-lhe um abraço?
A resposta será,"não tenho nada a ver com isso" ou "ninguém quer estranhos a meter-se na nossa vida", mas será que isso acontece mesmo?
Situações como estas já nos aconteceram algumas vezes. A mim já me aconteceu, numa estação de comboios. Não, não abracei o homem, não, não o consolei e deixei-o afogar as mágos nos meu ombro...mas ouvi-o, deixei-o falar, falar...até me cansar! mas continuei a ouvir...da nossa conversa não retirei nada de especial, apenas que esse homem se senti-a só!!! Quando o comboio se aproximava, em jeito de recompensa pela hora de conversa, deu-me um terço que a filha lhe tinha trazido de Fátima, não aceitei, porque não tenho fé suficiente para aceitar um terço, porque não rezo, porque não tenho religião. Por ser estudante deu-me uma caneta que tinha no bolso, "fico ofendido se não aceitar"...
Vim para Braga, ele foi para Famalicão..."confessado" e eu com a caneta.
Publicado por impressaodigital às 07:32 PM | Comentários (6)
dezembro 05, 2004
The Veils
Bom, apeteceu-me voltar...
Já que falei em Música, e depois de ter visto um apublicidade de telemóveis na tv, lembrei-me de uma banda que me despertou interesse - The Veils com o albúm "The runaway found".
São uma banda virada para o rock,~com uma visão romantica, transposta nas músicas pelas letras do compositaor/cantor Andrew.
Músicas sensiveis e confiantes, fazendo lembrar Jeff Buckley, reflectivas,cheias de esperança,mas tb de arrependimento.
Uma boa sugestão para prenda de natal...
Publicado por impressaodigital às 09:49 PM | Comentários (2)
SÓ
tenho a dizer que adoro ouvir Jorge Palma, as suas letras mostram a pessoa que este cantor/compositor é...mostram-no.
mais do que uma simples comercialização de música,Jorge Palma interpreta a vida,a sua vida... "Só" é das músicas que mais gosto,afinal de contas quem nunca se sentiu numa encruzilhada?
Só por existir
Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra
E sei que nenhuma vai ganhar
Só por ter dois sóis
Só por hesitar
Fiz a cama na encruzilhada
E chamei casa a esse lugar
E anda sempre alguém por lá
Junto à tempestade
Onde os pés não têm chão
E as mãos perdem a razão
Só por inventar
Só por destruir
Tenho as chaves do céu e do inferno
E deixo o tempo decidir
E anda sempre alguém por lá
Junto à tempestade
Onde os pés não têm chão
E as mãos perdem a razão
Só por existir
Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra
E sei que nenhuma vai ganhar
Eu sei que nenhuma vai ganhar
Publicado por impressaodigital às 08:14 PM | Comentários (11)
dezembro 04, 2004
hoje começou
começou hoje o meu blog.
espero que funcione,ja tentei publicar entradas uma dat de vezes e não funciona! sou mesmo um zero á esquerda nisto...
Publicado por impressaodigital às 09:56 PM | Comentários (7)