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janeiro 02, 2005
Uma noite para sempre
Tudo começou num dia em que saiu à noite com amigos.
Tomou um café,bebeu um fino e manteve-se na conversa pela noite fora, entrou na madrugada sem se dar conta, o ambiente estava bom,o lugar era acolhedor,mas estava na hora de fechar,sai o grupo de amigos,saem todos os que estavam no bar.
Já estando do lado de fora, ninguém quer desperdiçar a boa disposição, todos querem aproveitar a noite...vão para a discoteca mais próxima acabar a noite.
Conhecem mais gente - "ofereço-te um copo",aceita,afinal ainda só tinha bebido um fino.
O cansaso chega,tem que se ir embora - "dou-te boleia" - aceita com descontracção,afinal os amigos ainda demoram e os pés já não se aguentam!
Passadas três semanas,continua a não se lembrar de quem lhe deu boleia, não tinha mal, mas havia peças que não encaixavam.
Nove meses depois teve a resposta...e agora,o que fazer?
Aqui a culpa fica solteira,fica só dela,porque ele quem é,onde está,porque fez o que fez? Ela,não estava bebada,no entanto não se lembra de nada...
O choro de todos os dias aviva-lhe a memória daquela noite bem passada entre amigos,só não se recorda de ter desaparecido da beira deles,de ter aceite boleia de um estranho que lhe pagou um copo, cujo nome até é inventado, mas que lhe "deu" muito mais do que ela queria, mas que ela incoscientemente aceitou...
Aceitou a partir do momento em que ele abriu os olhos pela primeira vez e que olhou para ela,a partir do momento em que ela se tornou uma nova mulher e que assumiu um novo cumpromisso : amar, cuidar e educar.
Publicado por impressaodigital às janeiro 2, 2005 03:18 AM
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Comentários
Está fantástico... Parabéns!!! :D
Agora a questão ética... Seria de considerar a hipótese de interrupção voluntária de gravidez? (O que relatas é na prática equiparável a uma violação, sabias?...)
Greetingz
Ice
Publicado por: IceTeaAddict em janeiro 2, 2005 11:02 AM
Sabe... Isso que conta é real ou fictício?
Não importa...
O mundo anda louco hoje em dia...
Faz-se coisas que aos olhos de pessoas "ingênuas" como eu, se tornam absurdas e até difíceis de acreditar...
Alguns acham que sou ingênuo... LOL
Não, eu não sou... Apenas pareço ser...
Na verdade eu respeito... E respeito em nosso mundo se tornou sinônimo de ingenuidade...
Outros, que me conhecem melhor, sabem que não confio em ninguém...
Quando era pequeno, meus pais me ensinaram: "Nunca aceite balas de estranhos..." LOL
Eu transcendi essa frase para tudo o mais...
Questão de segurança, em um mundo onde a maioria das pessoas involui cada vez mais...
Tornando-se cada vaz mais o que éramos no princípio dos tempos...
Não...
No princípio havia a razão...
Hoje já não há...
Pobre menina ingênua...
Publicado por: Du em janeiro 2, 2005 11:24 AM
...
Publicado por: lima em janeiro 2, 2005 12:12 PM
Pois é...
É este o mundo em que vivemos!
E já ouvi várias histórias do género...
A noite, que é suposto ser um ambiente de decontracção, está cheia de coisas de que temos que desconfiar! Há que manter sempre a desconfiança e o controle da situação...
Portanto, raparigas e senhoras, da próxima vez que um estranho vos oferecer um copo, já sabem o que fazer. Recusem... Isto se não quiserem correr o risco de criar uma criança de que não sabem quem é o pai, ou de terem de interromper a gravidez, que nunca é uma coisa agradável. Ainda para mais, é praticamente impossível provar que houve violação num caso destes...
Gostei muito deste post!
Publicado por: MrX em janeiro 2, 2005 01:15 PM
A maternidade, supostamente, deve ser algo de responsável e fruto de vontade e projecto comum... ou seja, associada a uma paternidade igualmente planeada. A dissolubilidade das relações no mundo actual é muito superior ao que se passava há 10 anos apenas. Um projecto desejado é sempre mais fácil de aceitar de se manter "on trail" do que um projecto feito em cima do joelho por parte de uma das partes.
Casos como o que relataste normalmente conduzem a um desfecho comum: os pais da mãe da criança é que acabam por criar a criança, como se fossem os pais biológicos, que rejeitam de várias formas e com diversos graus de força o rebento.
Eu próprio estive envolvido na disputa de uma parternidade há uns anos em S. Diego.
Uma amiga minha foi a uma festa de anos a que levei um colega português, desconhecido de todos. Foram para um quarto, foderam como se não houvesse amanhã (apenas sob o efeito de alguns drunfies) toda noite e ele de manhã saiu de fininho (aliás, nem eu sei bem a que horas ele saiu). Passadas algumas semanas, alto drama, a típica família redneck aristocrata americana manchada por uma filha grávida, e nem pensar em abortar pq Deus não quer que se tirem vidas (prefere ser ele próprio a dar cabo delas com tufões e terramotos) e afinal quem é o pai, quem é o Jorge, e o Peter é que o conhece, e por favor Peter diz (e do lado dele e da família dele "Pedro, por favor n digas, que o rapaz tá noivo e se a rapariga sabe é o fim do noivado"). Por fim, e à boa maneira luso-americana, tudo se resolveu nos tribunais. Acabei por ter de revelar o nome do meu acompanhante (a família dele pagou as minhas custas e multa que fui condenado a pagar), e no final tudo acabou com o aborto do tal "feto precioso" por quem se andou a fazer todas aquelas atitudes estúpidas de parte a parte.
Penso que existem vários entraves à diminuição de gravidezes indesejadas. Em primeiro lugar as mulheres continuam muito mal informadas sobre métodos anti-concepcionais. Os homens continuam a ignorá-los, mais preocupados em ter sexo a qq custo, em "aproveitar a oportunidade". Aliás,a grande maioria dos estudantes de medicina portugueses admitem que não usam preservativo em sexo ocasional e só 10% admitem passar a usar algum método anti-concepcional com a parceira regular depois d sexo ocasional com outra pessoa. Além disso, a desculpa pra muitas mulheres fazerem sexo ocasional, dada a culpa associada a ele é fingirem-se de bêbadas por isso n dá muito jeito tar a sacar do preservativo. E pra cúmulo, a auto-estima sexual da grande maioria das mulheres portuguesas anda tão pelas ruas da amargura que têm medo de contrariar os seus parceiros, mesmo os ocasionais, com medo que isso os contrarie... Enfim... uns tristes, é o que é...
Publicado por: noiseformind em janeiro 2, 2005 01:43 PM
Mas além disso, e isto ocorreu-me agora, o facto de os adolescentes e jovens serem cada vez mais irresponsáveis em relação ao seu "compromisso social" com os pais contribui pra situações destas. Se engravidar os pais que paguem o aborto, se tiver o filho os pais que o criem. Ainda esta semana que passou tive com um grupo de jovens universitários de topo e passadas aquelas "conversas da treta" sobre a vida árdua e algumas tiradas intelectualóides lá começaram todos a enrolar charros e a fazer umas linhas de coca e os pais que se lixassem. Há excepções... mas lá está... são cada vez mais excepções, e normalmente estão associadas à timidez e incapacidade de criar laços do que propriamente a projectos de vida de ordem diferente
Publicado por: noiseformind em janeiro 2, 2005 02:08 PM
noiseformind,
aconselho-te a não confiares muito nessa estatística em relação aos estudantes de medicina. Digo-te isto porque sou estudante de medicina e estive presente quando foi feito esse inquérito. Foi feito no final de uma série de aulas teóricas, enquanto a gente não saía do auditório. Posso-te dizer que o inquérito não foi levado a sério pela grande maioria daqueles que o responderam. A maior parte dos estudantes estavam com demasiada vontade de se irem embora e, portanto, responderam "à balda" muitos deles exagerando nas respostas. Digo-te, portanto, que esses dados estatísticos podem não ser muito fiáveis.
De qualquer forma, isso não diminui a gravidade da situação. E sim, concordo que há uma irresponsabilidade muito frequente nos jovens da nossa sociedade actual. Mas não podemos generalizar. Penso que informação não falta. O que falta é responsabilidade, tanto por parte das mulheres como dos homens (mais destes últimos, como se sabe...).
Publicado por: MrX em janeiro 2, 2005 04:49 PM
MrX ( tipo o Pofessor dos X-mem ; ) )
Lamento mas o estudo que referi foi realizado ao longo de 2 anos lectivos entre 2002 3 2003 nos pólos universitários do S. António no Porto, Coimbra e em Lisboa e consistiu de 3 recolhas realizadas aleatoriamente em cada uma destas universidades. Está incluído na série estatística da equipa do Professor Boaventura Sousa Santos " Sexualidade e Ensino Sueprior V" e tem sido publicada na Revista da APES ao longo deste ano.
O uso do caso dos alunos de medicina como exemplo foi apenas pra demonstrar que se estes alunos, ligados à saúde profissionalmente, poucas profilaxias conseguem tomar, então o que será em outros sextores. Mas pra uma consulta generalizada e sistemática podes consultar, de Boaventura Sousa Santos e desde 1994, os "Estudos Socio-ambientais do meio Universitário", lançados anualmente.
A informação falta e muito. Falta a partir do momento em que n é transmitida de forma eficaz e coerente, falta a partir do momento em que as pessoas n são confrontadas com uma realidade social em que se possam expressar sexualmente, ficando socialmente condicionadas por condições simplistas do que são os afectos e a sexualidade. Poucos casos tenho de pacientes adolescentes não-activos sexualmente mas tenho muito poucos casos de adolescentes que tomem quaisquer medidas pra evitar transmissões venéreas ou fertilizantes. não adianta meter máquinas de preservativos em tudo o que é esquina e depois dizer que o preservativo incomoda, que afecta o prazer, que não é eficaz. Falta a informação vital de demonstrar que as realidades não estão assim tão longe dos agentes sociais. Aliás, viu-se depois do referendo ao aborto. NENHUMA medida efectiva em relação ao apoio a mães adolescentes. Como se pode ler nos dados do INE, o nro de camas disponíveis para mães adolescentes DECRESCEU desde 1998, o nro de psicólogos disponíveis para apoio à sexualidade nas escolas DECRESCEU, o nro de acções e campanhas por parte do Estado DIMINUIU bem como o nro de apoios a associações ligadas à prevenção de DST's ou gravidezes indesejadas.
Aliás, já estou a pensar naquele sketch do Gato Fedorento: eles falam falam...
-Pois, os jovens e tal, 75% dos universitários consomem drogas, 80 por cento do pessoal do secundário tá na mesma, dos quais 40% fazem-no de forma "muito regular" mas hey... não vamos generalizar, que eu sei que há um miúdo que nem toca nisso, nem eu, portanto há que deixar tudo como tá e é o pessoal arranjar mais barato e não apreender que senão o pessoal fica de rastos e depois não relaxa prós exames e tal... e depois eu até fumei, mas era uma cena "social", n queria parecer betinho, que eu nem gosto disso, e quanto ao preservativo, eu n tenho culpa daquilo acontecer depressa no banco do carro, fogo man, n dá tempo... ela tá a chupar e depois já tou em cima dela... n há ambiente tão a ver? Aliás, não há ambiente nunca pq quando meto aquilo é mais complicado meter, pq custa mais, e já é difícil um gajo conter-se 5 minutos antes de se vir e tal, há que aproveitar o tempo todo e tal, pois... certo... tás a ver meu? É que a coca n nunca foi tão fácil de arranjar, isso é um facto daqueles... tipo... cientifico... e nunca foi tão fácil de arranjar em meio estudantil... mas eu conheço pelo menos 3 tipos que n snifram, portanto deixem os outros 170 em paz, fosga-se, que aquilo n é nenhum convento, támos ali pró relax, pró b-cool, tem de haver uma happy hour aqui prós mangas. E na Queima, uma pessoa tem é de se agarrar rapidamente à gaja, ela mesmo bêbeda pode-se cortar enquanto um gajo mete o preservas e já viste? Ficamos de fora... alta cortadela man...
É o tipo de mentalidade que descrevi em cima que continua a imperar " eu conheço uns gajos que fazem isso" mas como n me afecta, é deixar correr...
: )
Publicado por: noiseformind em janeiro 2, 2005 05:18 PM
sim sei que o que relatei se equipara a uma violação! ainda que ficticia, a minha história tem fundamentos reais,como se sabe!
saõ vários os casos conhecidos em que as raparigas são dopadas com não sei o que, que as leva a incosnciencia dos actos e aqu eaté pode vir a provocar danos irreparaveis no seu aparelho reprodutor!
nesta história não houve aborto, mas poderia realmente ter havido - foi violação, mas e provas?
obrigada a todos pelos comentários, interessantes!
Publicado por: impressãodigital em janeiro 2, 2005 05:24 PM
noiseformind
Já cá não está quem falou! lol ;)
Perante tais argumentos não posso contra-argumentar. Até porque concordo contigo!
Digamos apenas que, mais cedo ou mais tarde, há-de aparecer aí um estudo estatístico que concluirá, com duvidosa veracidade, que todos os estudantes de medicina são completamente inconscientes. Acredito que nalgumas respostas só faltasse dizer que já tinham feito sexo com os cadáveres do teatro anatómico (perdoem-me o humor negro...).
De qualquer forma, não acredito que uma personalidade como o Professor Boaventura Sousa Santos fosse fazer um estudo estatístico escolhendo uma amostra que respondesse com má vontade e que não fosse representativa, portanto acredito na veracidade do estudo referido.
Publicado por: MrX em janeiro 2, 2005 05:48 PM
Bem... os rape dates tão na ordem do dia e acho que são um esquema miserável de baixo nível por pessoas altamente frustradas em relação a si próprias. O truque sugerido por uma amiga minha era levar um gravador daqueles que dão pra gravar várias horas e deixá-lo a gravar durante o encontro. Ou então controlar muito bem as bebidas que nos vêm parar à mão. Em todo o caso o ideal é estar com uma pessoa de forma crescente, em incrementos de intimidade que nos dêm tempo pra nos apercebermos de comportamentos patológicos. Ou seja, ir com uma pessoa pra um motel no primeiro encontro é capaz de ser má ideia ( e contra mim falo que já fiz isso algumas vezes looooooooool) ; )
Publicado por: noiseformind em janeiro 2, 2005 06:00 PM
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Publicado por: Henry em janeiro 14, 2005 06:27 PM
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